
Umas das coisas que sempre me deixaram seguro em relação às escolhas que fizm no passado em relação a equipamento foi a de não abrir mão de bons pratos. Afinal, das poucas coisas que você não precisa trocar com frequência num kit são eles. E quando me refiro a bons pratos, falo dos gringos.
Meu primeiro Zildjian, meu mesmo, foi meu irmão Gerson quemme deu e trouxe dos Estados Unidos, lá por 1988 ou 89, não lembro direito. Um crash de 15' Avedis Zildjian. Óbvio que já conhecia a marca antes, ois sempre toquei neles. E quando comecei, só existiam eles - Zildjian e Paiste. Por incrível que pareça, muito mais Paiste que Zildjian. Os fim dos anos 70 e até a metade dos 80 eram dominados pela marca Suíça (que por sinal começou na Russia, antes da I Guerra).
Naquela época, encontrar um Zildjian era muito difícil e caro. Tínhamos que ir ou para os Estados Unidos ou para o Paraguay, na famosa loja PALACIO MUSICAL. Muito tempo depois, uma loja em Novo Hamburgo, 40 min de Porto Alegre passou a importar ( talvez ilegalmente) os pratos e demais acessórios e aí eles começaram a aparecer com maior ferquência por aqui.
Mas nem se falava em pratos nacionais. Aliás, isso era motivo de piada entre os músicos. Só no fim dos anos 90 é que começaram a aparecer alguns aventureiros, como a Octagon e mais tarde a Orion. E teve que gramar muito para convencer os bateristas a usarem seus produtos.
Hoje, muitos bateras iniciantes compram kits inteiros Orion ou Octagon, claro, pelo preço. A minha dica é: não vale a pena. Junte uma grana a mais e compre pelo menos um kit básico de Zidjians, Paiste, Sabian ou Meinl. Você não vai se arrepender.