quarta-feira, 22 de setembro de 2010

BAIXA QUE É BOM

QUEM MANDA NA BATERIA SÃO ELES

Você pode falar o que quiser, pode discordar, pode dizer que não é verdade, pode achar que eu tô exagerando ou ando mal informado. Mas não existe ninguém melhor na bateria moderna do que os bateristas de igreja americanos, em especial os bateristas negros do chamado gospel. Parece que eles já nasceram para isso, para tocarem na igreja e depois acompanharem as Beyonces da vida.
Há algo ali de mágico, de DNA, que a gente não encontra em outro lugar do mundo. Talvez o ambiente, a pobreza, a oportunidade que as igrejas dão, o tempo livre. Enfim, you named it.
Mas é muito diferente ver um cara do gospel americano tocar e um braquela qualquer tocar.
Água pro vinho.
Eles é que mandam nos chops, nas levadas, nas síncopes, na independências, do double-bass. Não tem pra ninguém. Pode botar o Thomas Lang, que não leva. Mesmo.
Duvida? Olha isso:
http://www.youtube.com/watch?v=6XdJtw-qEtY&p=02761E981252E8F1&index=36&playnext=3
E mais isso
http://www.youtube.com/watch?v=XT_Y5EARSHg&p=02761E981252E8F1&index=35&playnext=2
E tome isso
http://www.youtube.com/watch?v=TyBXxtRE6g0&p=02761E981252E8F1&index=38




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

TANLAN em Sampa

Deu na Época


Isso mesmo. Junto com outras bandas, saímos na edição desta semana ( 8 de agosto ) da revista Época, uma das mais importantes do Brasil. O artigo de capa comenta sobre a nova postura de de alguns evangélicos brasileiros em relação à política, comportamento, educação, artes e a própria liturgia cristã. Vale a pena ler.

Gravando novo single


É, estamos preparando material novo. A foto que você vê ai é da gravação de 2 singles no novo trabalho da TANLAN a ser lançado em breve. O formato ainda é uma icógnita, mas vamos preparar algo dieferente, com certeza. O som numa esteve tão rock, o que é muito bom. A gravação rolou no fim de julho, no estudio Soma, em Porto Alegre.
Pra quem quer saber a configuração da bateria nesta música, ai vai: bateria Yamaha Custom Chesnut 6 ply, bumbo de 22, tons de 14 e 16, caixas Mapex 14 x 6,5 maple pro e Premier Chrome 14 x5,5. As peles são todas Evans Genera. Já os pratos, da equerda pra direita hi-hat 14 Quick Bit, A Custom 17, K Custom 18, Avedis 18, ride A Custom 20, Oriental China Trash 18 stacado com um K Custom de 15. As baquetas são as Nova da Vic Firth modelo 5A

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O SET DO CARA DO HILLSONG UNITED, ATENDENDO A PEDIDOS

Atendendo a pedidos de quem quer saber, aqui vai o kit de bateria do garoto Brandon Gillies, irmão do guitarrista do Hillsong United, que estive tocando em Porto Alegre no último dia 13 de novembro, no Gigantinho.

Bateria

Foi uma Gretsch Catalina Maple alugada aqui da Made in Brazil ( que por sinal está lá à venda), com tons de 12, 13, surdo de 14 e 16 e bumbo 22. A caixa que o bacana usou foi uma Brady ( marca muito boa australiana ) de 14 x 5 1/2, com aros de madeira. Havia uma Mapex de maple 14 x 6 1/2 de reserva caso precisasse. As peles foram todas trocadas na hora por Remo Clear Emperor nos tons e Diplomat no bumbo.

Pratos

O set de pratos era todo Zildjian, com hit-hat de 16, na verdade dois crash A Custom de 16 ( um bem baleado por sinal). Um crash de 18 A Custom, um ride A Custom de 22, 1 crash de 18 A Custom e mais 1 crash A Custom de 19. Todos pratos grandes, como manda a cartilha do bom rock.

Hardware

Os pedestais era Pearl, Yamaha e Gibraltar, o banco foi um Gibraltar, e já o tom de 13 estava suspendo num pedestal de caixa. O pedal de bumbo foi um Tama Iron Cobra roler glide simples.

Microfones

Os overs eram Senheiser e também o do bumbo. Os demais eram Shure e AKG.

O sistema de monitoração eram um par de in ear da Senheiser.

As baquetas era Pro Mark Milllenium II, 5A, bem grossas, com ponta de madeira.

Acho que era isso.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O QUE É MELHOR? UM BATERA ESPECIALISTA OU UM GENERALISTA?


Outro dia fiquei sabendo que o produtor Rick Rubin ( Audioslave/Queens of Stoned Age/Red Hot Chilli Peppers/Bestie Boys/ACDC/System of a Down/Wizeer/Metallica/Green Day/U2/Linkin Park..... just to name a few ) estava gravando o novo album das Dixie Chics ( a saber, a maior banda de country pop feminino da história americana) e ele sentiu, pelas composições da banda, que deveria ter uma bateria mais pegada, mais encorpada, mais..rock.
Então convenceu Chad Smtih ( Red Hot Chilli Peppers) a fazer as sessions. Estranho, não? O resultado? Vários Grammys e um dos discos mais vendidos da história da musica country americana.

Aí você pergunta: tá, mas qualquer session drummer teria gravado muito bem aquilo ou talvez até melhor, visto que em Nashville estão alguns dos maiores bateristas gringos ( J.Robinson Jr., Paul Leim, J.D. Blair, etc) e que tocam com todo mundo?

A resposta é ..não. Por que Rick Rubin procurou Chad Smith? Porque eles queriam um disco com uma pegada, com um sotaque mais roqueiro ( Detalhe: 90% das músicas são baladas! ). Por isso chamou um cara limitado, não muito criativo, mas um especialista em backbeat, pegada e constância, coisas que Mr. Smith tem de sobra.

Daí eu acho que existem determinadas ocasiões que um batera generalista, que domina vários ritmos, grooves e licks nem sempre é o indicado para TODO trabalho. No caso do rock, não adianta: é preciso mais do que saber as levadas, saber double-bass figures, etc. É preciso a atitude do rock, entender a proposta do som da banda, do espírito da música, do volume com que se toca, a pegada na caixa ( peça fundamental ) e a constância/consitência.

É claro que bons bateristas podem e devem tocar tudo. Mas somente um especialista sabe as nuances e as sutilezas de cada estilo.

Ponto para as Dixies.